Cadê a nova música?

outubro 16, 2009 · Posted in Música 

por Caio Ferreira

Embora eu ainda não tenha idade para iniciar conversas com frases como “Antigamente”, ou “No meu tempo”, preciso reconhecer que a evolução tecnológica hoje acontece em velocidade tão grande que coisas que fizeram parte integrante da minha vida por muitos anos viraram pó e desapareceram sem deixar vestígios, dando a impressão que nunca existiram (não, não vou dar exemplos). Isso não me deixa perplexo, ou desorientado, muito pelo contrário. Até que me viro muito bem incorporando essas novidades ao meu dia-a-dia, mas ainda sou adepto do meio “físico” de perceber as coisas.

Exemplificando, posso dizer que o que me leva hoje a comprar um livro ainda são as tradicionais referências de amigos, resenhas de bons críticos em jornais e revistas, só que agora pesquisadas via Internet, e a fundamental folheada nos livros expostos nas livrarias. Da mesma forma, ainda gosto de ir às lojas conhecer os eletro-eletrônicos que depois vou adquirir pela Internet, onde pesquiso produtos e preços.

Outro dia percebi, porém, algumas dificuldades por falta de referências das minhas fontes tradicionais. O caso é que já não consigo descobrir (ou ser apresentado a) novas músicas, feitas por gente jovem. Faz tempo que ando em círculos nesse campo e isso me entristece, pois adoro música.

Rádios hoje em dia não apresentam novidades, só os mesmos artistas conhecidos de sempre. Televisão, nem pensar! Até as novelas da Globo que na década de 70 lançavam artistas novos em trilha sonora de novela (como Ivan Lins com “Madalena”), hoje estão atoladas na mesmice da bossa nova.

É claro que já ouvi falar do My Space, inclusive já frequentei uma época. Mas não me achei lá dentro. Comecei pesquisando por gênero musical, escolhi rock, que imaginei, devia ter muita novidade, mas muita mesmo. Daí abriu uma nova página com as várias vertentes do gênero, antigas e atuais – clássicos, anos 60, 70, stream, trash etc. Nessa hora, afora os campos manjadíssimos, não consegui perceber pelo nome qual gênero era antigo e qual era atual. Escolhi um ao acaso e fui apresentado a uma infinidade de bandas, com videoclip e tudo a que tinha direito. Adorei! A garotada é privilegiada. Tem ferramentas para se produzir de uma forma inimaginável (ou seja, hoje em dia dá pra ser ninguém com muita classe e tecnologia, a um custo baixíssimo). Daí comecei a ver alguns vídeos, ouvir faixas aleatoriamente, mudei de gênero, ouvi mais um pouco, saí do rock, tentei jazz, depois tentei MPB, e nada de encontrar alguma referência que me dissesse o que valia a pena ou não.

Então, cansei de procurar e não achar nada que me agradasse. Percebi que se quisesse encontrar música boa no My Space pelo famoso método de tentativa e erro não ia ter tempo nem para dormir. Por isso, desisti.

Outro problema é que não tenho filhos que me apresentem novidades musicais, mas pelo que meus amigos me contam, os filhos hoje em dia gostam mais dos CDs dos pais.

Enfim, estou perdido e pedindo socorro. Algum de vocês poderia me ajudar a descobrir a música do século 21?


Mudando completamente de assunto, mas aproveitando que estou falando de Internet e tecnologias, preciso dizer que estou assustadíssimo com a tal da tecnologia. Fui comprar remédios para meu irmão que sofreu um acidente de moto e na drogaria me ofereceram o famoso cartão de cliente especial que dá direito a descontos. Como a diferença de preço era grande, aceitei o cartão. Forneci o CPF para o cadastro e quando quis continuar a recitar os demais dados, a funcionária falou que não era preciso, já estava tudo lá na tela. Verdade! RG, endereço, telefone, celular, estado civil etc. Pergunto: A drogaria comprou dados roubados ou a receita federal e/ou os bancos estão vendendo nosso dados cadastrais?

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