(Coleção de) Boudin, quem diria, acabou no Brasil

julho 31, 2010 · Posted in Artes · Comment 

por Beto Lyra

Intelectuais de plantão,

Dêem uma lida no caderno Turismo, da Folha do dia 23/07, sobre a Normandia, o berço do Impressionismo, Boudin e Cia. Está ótimo e dá vontade de visitar tudo que é sugerido.

Sobre Boudin, posso contar um caso curioso. Tem umas 15 ou 20 obras dele no Museu Nacional de Belas Artes, do Rio. Vi uma exposição com essas telas no Museu Oscar Niemayer, de Curitiba, em 2004, acho. Mas não é isso que é curioso, e sim o modo como acabaram vindo para o Brasil.

Lá por meados do século XIX, a família de um “playboy” brasileiro da época, que insistia em não fazer nada a sério, mandou-o “estudar” na Europa. O rapaz se instala na França.

Mensalmente, pingava aquela graninha para manter o “estudo”, enviado pela família, que após certo tempo, ansiosa por notícias, começou a querer mais informações sobre o curso que estaria sendo feito.

Curso de pintura, informava o rapaz. Mas, diante de insistentes cobranças de que tipo de estudo, que tipo de trabalho fazia, o rapaz começou a mandar para a família, aqui no Brasil, algumas telas, pintadas por ele, decerto.

A família, de barões do café, ficou impressionada. Os amigos da família, também. O rapaz afinal tinha talento. Pediram mais. O “estudante”, incentivado pela graninha que continuava pingando mês a mês, enviou outras, no total umas 15 ou 20.

Não sei ao certo como e quando descobriram que as telas não eram pintadas pelo pretenso “artista”, mas sim por um francês, impressionista de primeira hora. Também não sei como terminou a história para a família e para o malandro. Houve castigo? Corte de mesada? Não importa.

O que realmente importa é que, décadas mais tarde, a família do playboy doou esses quadros para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio que assim ficou com o maior conjunto de obras de Boudin numa instituição pública fora da França.

Eugène Boudin, professor de Monet, mentor do impressionismo e inspirador da malandragem brasileira.

Abapuru, homem que come gente

julho 17, 2010 · Posted in Artes · Comment 

por Geraldo Vidigal

Tarsila do Amaral (1886-1973), paulista de Capivari, freguesia formada em fins do século XVIII como base para as monções que subiam rumos às minas de ouro de Cuiabá, nasceu em berço de ouro na aristocracia rural paulista, recebendo refinada educação ao estilo francês.

Iniciando seus estudos no Colégio Sion, em São Paulo, completou-os na Espanha, em Barcelona, com destaque, desde logo interessando-se pelas artes.

Seu primeiro casamento foi arranjado pelo pai, como era usual então. Esse casamento foi anulado, por alegada incompatibilidade cultural com o irrelevante marido.

Estuda pintura com Pedro Alexandrino a partir de 1917. Em 1920 vai à França, frequentando a Academia Julian, estudando ainda na Academia Rénard.

De volta ao Brasil é apresentada por Annita Malfatti a Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Menotti Del Picchia. Desses relacionamentos iria surgir o Modernismo (v.g. Manifesto da Poesia Pau-Brasil; livros como Macunaíma e Casa Grande & Senzala; Revistas como Estética, Klaxon e Antropofagia; pintores como Tarsila do Amaral e Anita Malfatti).

Em janeiro de 1923, une-se a Oswald, viajando a seguir a Portugal, Espanha e França, onde se aproxima do cubismo, em especial com Fernand Léger.

Em 1924, inicia sua fase “Pau Brasil”, retratando nossas fauna e flora, trilhos e máquinas.

Em 1926, casa-se com Oswald. No mesmo ano apresenta em Paris sua primeira exposição individual.

Em 1929, pinta o “Abaporu”. Ainda em 1929 expõe pela primeira vez no Brasil. A crise de 1929 empobrece a família de Tarsila.

Em 1930, a agora pobre moça rica torna-se Conservadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, função que perde com o advento de Getulio Vargas.

Em 1930, separa-se de Oswald, vende quadros particulares e viaja à União Soviética, onde vende quadro “O Pescador” para o Museu de Arte Ocidental de Moscou.

Volta à França, onde trabalha na construção civil e como pintora de paredes e portas, conseguindo dinheiro para voltar ao Brasil. Pouco após sua volta, é presa e acusada de subversão.

Em 1933, pinta o quadro “Operários”, iniciando fase social em sua pintura.

A partir de 1940, retorna a temáticas anteriores.

Seus quadros Abaporu (1928)  http://www.tarsiladoamaral.com.br/images/JPG/ABAPORU50.jpg e Antropofagia (1929) http://www.tarsiladoamaral.com.br/images/JPG/ANTROPOFAGIA50.jpg são os mais marcantes do período, nos quais corpos humanos são figuras centrais, representados com enormes coxas e seios, e minúsculas cabeças, tendo por cenário de fundo um sol com seus raios voltados para um centro aberto e com cactos erguendo-se ao céu.

Abaporu é o quadro mais importante já produzido no Brasil. Quando viu a tela, Oswald assustou-se e chamou o amigo Raul Bopp. Ficaram olhando a figura e acharam que representava algo excepcional. Tarsila lembrou-se de um dicionário tupi guarani: batizaram o quadro como Abaporu (homem que come gente).

Oswald escreve o Manifesto Antropófago, lançando o Movimento Antropofágico, cuja intenção é a de “deglutir” a cultura européia e lançar algo bem brasileiro. Este Movimento radical é o grito de independência da arte brasileira em relação à européia, da qual até então éramos caudatários e tributários. Foi a síntese do Movimento Modernista brasileiro.

O “Abaporu” foi vendido em 1995 no exterior por US$ 1.500.000,00 e adquirido pelo colecionador argentino Eduardo Costantini.

A respeito de Abaporu, conta-nos a própria Tarsila:

«Bopp foi lá no meu ateliê, na rua Barão de Piracicaba, assustou-se também. Oswald disse: “Isso é como se fosse um selvagem, uma coisa do mato” e Bopp concordou. Eu quis dar um nome selvagem também ao quadro e dei Abaporu, palavras que encontrei no dicionário de Montóia, da língua dos índios. Quer dizer antropófago.»

E, se dermos uma olhada no quadro, a despeito de sua inusitada estrutura, não deixa de ser muito sensual. Um(a) ser nu(a), de corpo superdimensionado, cabeça pequena, um sol um tanto… estranho, com seus raios voltados para dentro, fugurativamente próximo ao vaginal, e um cacto que não deixa de ser poli-fálico (com hífen e tudo, viram, “gênios” medíocres, destruidores, pouco a pouco, da lingua portuguesa! Aliás, porque é que só a língua portuguesa necessita se abastardar, aculturar, emburrecer em relação a suas origens ibero-romanísticas? Ítalo parlantes, hispano hablantes e francófonos são menos burros que os lusófonos? E… por quê novas regras gramaticais não são seguidas em Portugal?  As linguas evoluem – e o devem – ao sabor das alterações movidas pelas sociedades.  Mas o que temos não é isso: é involução determinada pelas “Academias”, não pela força viva dos povos. Tema talvez para outros posts).

Deixando as zebras, fardadas ou listradas e outros animais de rabo, pra lá, registro certas coincidências, apenas para se pensar:

A B A P O R U (presenteado por Tarsila ao marido Oswald) significa “Homem que come gente”, em Tupi-Guarani. Mas também é um anagrama:

A

R A U

B O P

A pesca submarina e a fauna marinha

julho 12, 2010 · Posted in Cidadania, Sustentabilidade · Comment 

por Dick Treacher

Sou do tempo em que passava na TV o seriado Aventuras Submarinas, com Lloyd Bridges no papel do mergulhador/herói que defendia o bem contra o mal, lutando contra saqueadores, piratas e predadores. Bem, isso é passado.

Hoje, vivemos um tempo em que muita gente aparenta defender o meio ambiente e finge entender o que é sustentabilidade. No entanto, esse conhecimento é apenas superficial, de leitura de jornais, gera “frisson” e palestras no melhor estilo de “me engana que eu gosto”. O mal desses “entendidos” é que não sabem nada, mas repetem chavões que ouviram aqui e ali.

Para esclarecer algumas das questões ligadas ao tema, nosso Fio Do Bigode conta com o sólido conhecimento (da vivência) de Dick Treacher, amante do mar, da pesca e da Ilha Bela, não necessariamente nessa ordem.

Dick pratica pesca submarina há décadas, respeitando o meio ambiente, desde quando ainda não era moda reclamar de pesca predatória, poluição ou falar de práticas sustentáveis.

Alguém pode duvidar de que um pescador submarino seja “profundo” conhecedor do tema? Então, com vocês, Dick Treacher.

A Redação


De tempos em tempos e cada vez com maior freqüência, a pesca submarina vira alvo daqueles que se dizem defensores do meio ambiente.

Os variados ataques a esta modalidade esportiva têm sempre um ponto comum: equívocos, desinformações, parcialidade e preconceitos.

Para os que não conhecem, é importante informar que a pesca submarina é praticada em meio hostil ao homem, sem o auxílio de aparelhos de respiração subaquática e em profundidades que raramente ultrapassam os 25m.

Só isso já bastaria para evidenciar a pouca influência que esta prática exerce nos oceanos de profundezas abissais ou mesmo na lâmina d’água da plataforma continental, geralmente de 200m.

Há ainda toda uma regulamentação quanto ao tamanho mínimo de espécies, épocas de defeso, limitação de captura, além de áreas de preservação demarcadas.

Há também as limitações impostas pela natureza relativas às condições climáticas e de visibilidade da água, tornando a pesca submarina um esporte muitas vezes impossível de ser praticado em nosso litoral.

Mas, o mais importante é que há um Código de Ética informal entre os praticantes que, com muito zelo ao meio ambiente, denunciam os praticantes inescrupulosos, bem como orientam os principiantes quanto às espécies comestíveis e ao tamanho mínimo de cada uma. É aí que reside o principal diferencial entre a pesca sub e as demais modalidades: o praticante escolhe o peixe a ser capturado. Não mata a esmo para depois separar o que serve. É uma pesca seletiva.

Com relação à parcialidade com que ocorrem os ataques à pesca submarina, seria muito esclarecedor que se fizesse uma comparação com outras modalidades artesanais ou comerciais.

O “cerco” caiçara, originário dos indígenas, é uma espécie de labirinto formado por redes em que os peixes e outros animais entram e não conseguem sair, ficando presos nas malhas das redes. Estes artefatos são também um perigo para a navegação. É muito comum vermos tartarugas, santolas e várias espécies de peixes não comestíveis, mortos por afogamento ou de fome nestas armadilhas.

As “parelhas” de barcos pesqueiros comerciais, com redes camaroeiras na chamada pesca de arrasto, são talvez os maiores predadores e atuam impunemente. Fala-se, entre os caiçaras, em desperdício de mais de 90% do peso de espécies capturadas pelos arrastões, para depois selecionar os camarões e jogar fora, já mortos, os filhotes de dezenas de espécies de peixes. Isso sem contar os estragos nas estruturas do fundo do mar, geralmente em locais lodosos, onde diversas outras espécies procriam.

Há ainda as criminosas práticas de pesca com explosivos e captura de lagostas com compressores.

É estranho, mas nunca vi os ambientalistas protestarem nas peixarias espalhadas pelo país afora que põem à venda uma infinidade de filhotes de garoupas, robalos, badejos, linguados, enchovas e lagostas, para citar apenas algumas espécies, todos os dias do ano, faça chuva ou faça sol.

Mas, contra os pescadores submarinos eles estão sempre lá, protestando, esbravejando, escrevendo e, pior ainda, pressionando o Legislativo a criar dispositivos legais para restringir cada vez mais, discriminadamente, apenas a Pesca Sub.

Puro preconceito, talvez pelo fato de a pesca sub ter sido considerada um “esporte de elite”, logo que foi introduzida no Brasil por volta de 1955. Hoje em dia, é praticada por muitos habitantes das comunidades caiçaras que já perceberam os malefícios das modalidades utilizadas por seus antepassados, nada tendo portanto de elitista.

Os leitores podem ter certeza absoluta de que os pescadores submarinos, juntamente com os praticantes da pesca esportiva, são muito mais preservacionistas do que quaisquer outros pescadores e, principalmente, do que os novos e desinformados ambientalistas, que por falta de conhecimento pretendem proibir tudo.

Obviamente, os praticantes que não seguem os preceitos da boa técnica e do jogo limpo devem ser rigorosamente punidos, assim como todos os trapaceiros de quaisquer outras modalidades esportivas.

Sou testemunha presencial das transformações ocorridas nos últimos 50 anos no fundo do mar na costa de Ilhabela, voltada para o canal de São Sebastião: as tariobas e berbigões sumiram dos baixios da Siriúba e da Barra Velha. Os praguarís sumiram do fundo das baías nas praias do Perequê, Itaguassú e Itaquanduba, onde uma camada de barro cobriu a areia original. Os caranguejos sumiram dos mangues. Também os mangues foram aterrados. Diversos crustáceos de fundo como as tamarutacas e uma infinidade de pequenos peixes e moluscos da mesma forma, desapareceram. Cardumes de sardinhas e de tainhas raramente são vistos, e uma espécie de limo esverdeado tomou conta das pedras na faixa da arrebentação.

As causas de tudo isso?

O assoreamento do canal, a poluição dos rios e córregos, a ocupação urbana irregular e desordenada que continua ocorrendo e a destruição dos mangues, além das modalidades de pesca predatória já mencionadas. Tudo, menos a pesca sub.

Portanto, ao mesmo tempo em que elogiamos a preocupação dos ambientalistas com a preservação do litoral, ficamos ansiosos para vê-los atuantes nas reais causas da diminuição do volume e da diversidade da nossa fauna marinha.

Holanda ou Espanha?

julho 9, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

Da Redação

Vamos lá amigos. Agora é muito simples. Quem vai ganhar a Copa? Respondam à pergunta com uma simples resposta: Holanda ou Espanha? Não precisa acertar o placar. Quem acertar vai concorrer a uma camiseta linda do Fio Do Bigode, objeto de colecionador.

Claro que só vale um palpite por participante.

Vamos lá, participem!

O mundo nas mãos

julho 6, 2010 · Posted in Esporte, Humor · Comment 

por Pedro Sampaio

Copa do Mundo acontece de tudo. Não adianta fazer ar indiferente. É um momento único em que muita coisa estranha faz a gente torcer, delirar, depois raciocinar. Nessa Copa, houve de tudo.  Mas na minha opinião, nenhuma das coisas que aconteceu é tão emblemática do que a mão do Suárez, do Uruguai, evitando o gol de Gana, no último segundo da prorrogação. Infração escandalosa, na frente de milhões de pessoas, punida com expulsão. No entanto, salvou o Uruguai, que depois ganhou nos pênaltis. A infração à lei ganhou. Mas a pergunta fica, quem naquela hora não colocaria a mão?

Não sei não, mas acho que todo o mundo colocaria a mão. O Dunga com certeza. No nosso time, o Lúcio, atleta de Cristo, numa emergência dessa ordem, colocaria a mão. O Juan, nosso melhor jogador, verdadeiro cavalheiro, não teria dúvida, pois já estendeu sua mão na hora do fogo. O Felipe Melo, bem, nem pensar, colocaria os travos da chuteira. Mas não dando, daria um soco na bola.

Jogadores de qualquer outro time não teriam dúvidas. Colocariam a mão na bola em cima da linha para salvar o time. Os beques da Holanda iriam direto com a mão. Os da Argentina, sem nenhuma hesitação, pois já têm tradição nesse costume. Os da Inglaterra, ao invés do retorno inglório, tacariam a mão. Os da França, já puseram a mão por muito menos. Os australianos, acostumados com o Rugby, não teriam dificuldade em agarrar com a mão. Os japoneses, bons no Karatê, dariam um golpe com a mão. Também os jogadores de Camarões. Os dos EUA, não pestanejariam. Poriam a mão. Pensando bem, até os jogadores de Gana colocariam a mão para salvar o time no último segundo da prorrogação.

Todos colocariam a mão. O Lula, nosso presidente, não teria nada a perder. Poria a mão. Sua candidata, a Dilma, sempre querendo copiar o Lula, tacaria a mão. O seu opositor, Serra, tentaria ser engraçado, mas não iria titubear. Desengonçadamente estenderia a mão. A Marina da Silva, falaria na necessidade de defender os gramados nos campos de futebol judiados, mas rezando um terço, colocaria a mão.

O Galvão Bueno poria a mão. O Casagrande, nosso melhor comentarista, sóbrio ou não, colocaria a mão. O Milton Leite, melhor narrador da Copa, logo esticaria a mão para depois soltar um “Que Beleza”.  O Trajano, na ESPN, com seu mau humor, não teria porque pensar. Mão. O Xico Sá, o melhor cronista de futebol nos jornais, tiraria um sarro, falaria das mulheres, mas na hora H poria a mão. Mesmo o Tostão, o maior de todos, dissertaria sobre a alma humana, mas discretamente estenderia a mão.

Todos o fariam naquela hora. Nelson Mandela, o grande líder da África do Sul, sem nenhum pudor, salvaria com a mão em cima da linha. Obama, se pudesse resolver os conflitos mundiais com um truque de mão, não iria vacilar. Mão. Ghandi, o grande líder da não violência, que começou como advogado na África do Sul, não pensaria duas vezes. No último segundo da prorrogação, pacificamente salvaria com a mão.

Mas não apenas líderes mundiais impediriam o gol com a mão. Grandes filósofos agiriam da mesma forma. Aristóteles consideraria de grande equidade estender a mão naquele momento para impedir uma enorme injustiça. Descartes concluiria ser de lógica cartesiana evitar a derrota com a mão. Karl Marx observaria estar ali, naquela mão, a possibilidade de emancipação da classe operária. Freud veria na mão, no último minuto, a libertação da sexualidade reprimida.

Maomé encontraria no Alcorão passagens recomendando a mão para impedir que a bola ultrapassasse a linha fatal. Buda, se não conseguisse parar a bola com meditação, logo estenderia a mão. Jesus Cristo tentaria um milagre, mas se falhasse, trataria de objetivamente colocar a mão.

O Antonio, o José, a Maria, o Flávio, o Pedro, o Roberto, a Cristina, a Marta, todos nós faríamos a mesma defesa com a mão que o Suárez fez, salvando o gol no último segundo. Na hora que a casa está prestes a desmoronar, que tudo está a perder, não teríamos dúvida em cometer uma infração, uma violação à lei, escancaradamente, na frente de todos. E se desse certo, como deu com Suárez, iríamos vibrar como loucos, orgulhosos de nossa infração, que transformou uma derrota certa numa vitória épica.

É mesmo muito esquisito o ser humano.