A invenção mais saborosa da Holanda

junho 29, 2010 · Posted in Gastronomia · Comment 

por Ana Franco

E vem aí Brasil x Holanda!

Eu que até o momento não tenho palpite pro jogo, vou fazer o que faço melhor: cozinhar. E assim garantir que teremos pelo menos uns quitutes gostosos para saborear, seja para comemorar a vitória, seja para confortar no caso de derrota.

Bem, holandeses não são lá muito conhecidos por suas habilidades gastronômicas e numa dutch kitchen você vai encontrar influências belgas, alemãs, suíças, entre outras.

São ótimos fabricantes de queijo e criadores da melhor raça de gado leiteiro: o holandês!

O equivalente local da nossa feijoada é o croquete. Isso, croquete, aquele mesmo que você come em qualquer padaria ou festinha de criança. Eu faço sempre que sobra carne de panela e nunca uso batata na massa. E não vou dar receita de croquete porque todo mundo já tem a sua preferida.

Mas nossos invasores flamencos inventaram o tal biscoito e só por conta disso já merecem fazer um golzinho. Só 1, ok?

O stroopwafel é uma guloseima tradicionalíssima na terra de Van Gogh, composta por duas metades de biscoito recheadas com uma deliciosa calda grossa de caramelo, perfumada com canela.

Diz-se ter sido feito pela primeira vez em 1784 na cidade de Gouda, mais famosa atualmente pelo queijo que leva seu nome.

A receita é bem fácil, mas para obter um stroopwafel perfeito você vai precisar de uma maquininha especial, tipo as usadas para fazer casquinha de sorvete. Eu não tenho uma dessas (ainda), então costumo usar um aparelho para fazer waffles convencionais, do tipo americano. Não fica igual mas o resultado é bem saboroso, vale a pena tentar.

Ingredientes

Massa
250 grs de farinha de trigo
125 grs de manteiga derretida
75 grs de açúcar cristal
1 ovo grande
25 grs de fermento biológico seco
1 colher de sopa de água morna
1 pitada de sal

Recheio
200 grs de melado
100 grs de açúcar mascavo
100 grs de manteiga
1 colher de chá de canela em pó


Modo de Fazer

Massa
Dissolva o fermento com sal e água morna. Numa vasilha mistura todos os outros ingredientes da massa e junte o fermento dissolvido por último. Misture bem para homogeneizar todos os ingredientes. Deixe descansar por 1 hora, faça um rolo com a massa e corte em porções pequenas. Disponha uma porção na grelha de waffle bem quente e asse por aproximadamente 30 segundos (ou mais, dependendo da espessura da massa). Retire, corte ao meio e recheie com o caramelo.

Recheio
Derreta o açúcar numa panela. Incorpore os outros ingredientes e deixe em fogo baixo até adquirir a consistência de caramelo encorpado. Espere esfriar um pouco e recheie os biscoitos.

Os holandeses costumam aquecer levemente seus stroopwafels colocando-os sobre uma xícara de café fumegante. Como sei que ninguém vai tomar café na hora do jogo, sugiro esquentar essa gostosura no microondas por 10 segundos.

E que venha a Argentina porque eu quero mesmo é comer parrilla!

Ana Franco

Ana Franco é chef e proprietária do buffet “Ana Banana” e editora do blog “Cozinha de idéias”.
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Apátridas de chuteiras

junho 27, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

por Beto Lyra

Não sei se ocorre o mesmo com vocês, mas se há algo que me deixa “p…… da vida” é assistir a demonstrações de fanatismo. Mesmo que sejam referentes a futebol, esporte que permite todas as paixões, irracionalidades, idiossincrasias e outras tontices possíveis. Todas nobres no caso do futebol.

O fato é que, quando começam a circular carros com bandeirolas do Brasil e faixas ou bandeiras são colocadas nas casas e empresas por todas as cidades do país, fico imaginando o que realmente passa pela cabeça das pessoas que fazem isso.

Às vezes, acho que não passa nada, pois só isso explicaria de uma hora para outra alguém demonstrar tanto apego às cores de sua bandeira sem que para isso haja alguma razão conhecida e plausível. Outras, acho que passa algo pela cabeça, mas não consigo identificar o cheiro do que seja.

Alguns dirão que é impossível  não perceber que tudo isso acontece por causa da Copa do Mundo de futebol. Claro que consigo perceber isso, mas continuo não entendendo o porquê.

Nelson Rodrigues cunhou a pérola “A pátria em chuteiras”, para designar o estado de espírito que toma conta dos brasileiros na época das Copas do Mundo de futebol. Segundo o rei da irracionalidade e da paixão, o brasileiro não pega em armas para defender suas fronteiras ou interesses, mas se arma de chuteiras para torcer pela seleção e, em tese, se vingar ao menos uma vez das várias humilhações porque passa em casa, no trabalho e no cenário internacional. Há aquele sentimento de solidariedade, mal direcionado neste caso, tão necessário ao ser humano. Olhar para o lado e identificar-se com o vizinho ou com o outro carro preso no trânsito é prazer para esses pobres de espírito. E, mais, o trânsito já caótico em São Paulo fica ainda pior, pois esses patriotas de ocasião diminuem a marcha só para serem observados pelos demais.

Ainda que fosse anos atrás, quando qualquer brasileiro sabia de cor a escalação de seus times e da seleção nacional, vá lá. Mas hoje nem isso acontece. Atualmente os jogadores das principais seleções do mundo não moram, e portanto não jogam (ou mesmo nunca jogaram) em times de seus respectivos países. Não têm mais vínculos com a terra e a gente de seus países. Muita gente viu o jogo do Brasil contra a Coréia do Norte se perguntando “quem é esse na lateral esquerda, nunca ouvi falar…”

Esse “apego” se estende aos próprios jogadores das seleções da Copa. Todos abraçam e beijam seus adversários, pela simples razão de que têm mais convivência e intimidade com eles do que com os próprios companheiros de time. Não sabem cantar os hinos de seus países. Muitos sequer falam direito seus idiomas nativos. Que entusiasmo patriótico é esse então?

Só os bobocas se comovem com os gestos pueris dos jogadores ao beijar a bandeira e camiseta de suas equipes. Só inocentes podem se emocionar com a Copa e desfilar seus patriotismos impensados.

Os jogadores não têm responsabilidade sobre isso. Agem como profissionais. Levam excelente vida no exterior, com possibilidades de crescimento pessoal, profissional e cultural e comovem, de tempos em tempos, o público com beijinhos na bandeira. Isso não os satisfaz, creio eu. Fica o vazio, pois esse teatro todo não encanta a eles nem ao mestre Nelson Rodrigues. Esses “heróis” de hoje são, na verdade, apátridas de chuteiras.

Final da fase de classificação

junho 23, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

por Thais Marques

Realmente a copa do mundo está bem diferente de tudo que já vimos! Além de ser a 1ª vez na África, a “zebra” está correndo solta e os sul-americanos estão mandando na Copa.

Na chave A, o México ganhou da França de 2×0 e infelizmente a África do Sul não passou de fase, mas mandou a França para casa e pelo que pude acompanhar os torcedores não se abateram não, estavam bem felizes e fazendo muito barulho!! Afinal de contas não é sempre que uma seleção africana ganha da França.

Na chave B, a Nigéria também não conseguiu avançar, perdeu da Grécia, que está fazendo uma campanha inédita, e depois empatou com a Coréia do Sul, a Argentina com uma ótima campanha ganhou os 3 jogos, e por terminar em 1ª do grupo foi para a outra ponta da tabela. Temos que torcer para o Brasil ficar em 1º do seu grupo para se encontrar com a Argentina apenas na final.

No grupo C, as “grandes” seleções estão ameaçadas, a Inglaterra pode ficar de fora e se classificar a Eslovênia! Quem diria, neste grupo até a última colocada que é a Argélia, tem chances de se classificar!

A Alemanha, na chave D, começou a copa abafando, ganhou de 4×0, mas depois… perdeu de um da Sérvia — o Pet, do Flamengo, deve estar radiante. Este é o único grupo em que podemos ter uma seleção africana, afinal Gana pode se classificar e continuar na Copa.

A Holanda já está classificada no grupo E. Podemos ter Japão ou Dinamarca com a outra vaga, e mais uma seleção africana a se despedir, a não ser que Camarões dê uma goleada na Holanda, o que acho muito difícil, mas como esta Copa está estranha… vai saber!

No grupo F, a Itália está correndo riscos de não passar de fase e a Eslováquia, que é a ultima desse grupo, tem chances de passar, pois é confronto direto com a Itália; se ganhar, se classifica e manda os Italianos pra casa.

A “zebra” passou longe do grupo G, do Brasil. Este grupo está como a tradição manda: Brasil e Portugal classificados, com uma bela goleada de Portugal, que é o melhor europeu depois da Holanda. Só resta saber quem fica em 1º e quem fica em 2º e, como disse acima, quem ficar em 2º pode pegar a Argentina, e acho que não é um bom negócio. Vamos torcer sexta!

E, finalmente, no grupo H, a Espanha “periga” não se classificar, pois tem confronto direto com o Chile, que é o melhor da chave. Dependendo dos resultados, pode ir Chile e Suíça, feito inédito para a  Suíça também.

Bom, é isso que está acontecendo nesta maluca Copa do Mundo.

Meu palpite para sexta é: Brasil 3 x Portugal 2. E o de vocês?

Vinhos e Copa do Mundo

junho 21, 2010 · Posted in Lazer · Comment 

por Pedro Sampaio

O Caio, no seu aguardado retorno, falou da tortura que é a Copa do Mundo. É mesmo uma tortura, 30 dias de futebol, uma boa desculpa para matar o trabalho, deitar num sofá nesse frio com um cobertor e ficar assistindo um monte de partidas. Para suportar esse sofrimento, normalmente acabamos comendo alguma bobagem e tomando alguma coisa. É difícil, mas com força de vontade vamos conseguir superar esse período.

O acompanhamento natural das partidas de futebol é uma boa cerveja. Mas para enfrentar a tortura mencionada, talvez seja caso de variar um pouco. Com o frio, um vinho cai muito bem. E já que a Copa ocorre na África do Sul, um país bom produtor de vinhos, nada melhor do que aproveitar a ocasião e experimentar alguns vinhos produzidos por lá. Por isso, hoje vamos de vinhos da África do Sul.

A África do Sul produz vinhos há muito tempo, desde o século XVII, com vinhedos plantados pela Cia das Índias Orientais com a finalidade de fornecer vinhos aos navios que cruzavam o Cabo da Boa Esperança. A região foi sempre importante produtora de vinhos, mas neste século, em razão do regime do apartheid, a produção estagnou e o país, como em todo o resto, ficou absolutamente esquecido como produtor de vinhos.

Após o fim do apartheid a produção de vinhos voltou a se desenvolver na África do Sul. Hoje ela é conhecida como o país produtor do Novo Mundo que tem o vinho mais ao estilo do Velho Mundo. Isso porque seus vinhos puxam mais para o lado da elegância do que da concentração.

As regiões vinícolas da África do Sul ficam todas perto da cidade do Cabo, que tem clima mais frio, com correntes de vento que vêem do pólo sul. As mais conhecidas são as de Stellenbosch (a maior de todas), Franschhoek e Paarl. Também tem importância a região de Constantia, por ter sido a primeira a produzir vinhos. Quem viajou por esses lugares afirma que são lindíssimos, com paisagens deslumbrantes. Aí está uma coisa boa de conferir.

As uvas mais utilizadas são as francesas, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah nos tintos, com destaque para a última. Nos brancos, a Sauvignon Blanc e Chenin Blanc aparecem bem. Mas a África do Sul tem uma uva própria nos tintos, a Pinotage, desenvolvida por meio de um cruzamento das uvas Pinot Noir e Cinsault, lá chamada de Hermitage. Por isso a mistura ficou Pinotage. Produz vinhos tintos bem interessantes, alguns bem encorpados, outros macios e elegantes. Mas é preciso um pouco de cuidado, pois alguns vinhos com a Pinotage são meio duros e rústicos, com acidez exagerada. É necessário escolher bem.

Nós temos uma oferta razoável de vinhos da África do Sul nas nossas importadoras. Vou indicar alguns que já experimentei e outros com boa referência nos livros e revistas especializados em vinhos. Começando pelo produtor Kanonkop, um dos mais conhecidos. Seu vinho básico, o Kadette, um corte de Pinotage com Cabernet Sauvignon e Merlot, é bem gostoso. Sem grandes complicações, não muito encorpado, pode ser bebido jovem. Está a venda na Mistral, safra 2007 a US$23,90, e safra 2008 a US$25,90. Ótima pedida para acompanhar um jogo da Copa, junto com um bom queijo. O do tipo Fontina, da Sancor, que se encontra em qualquer supermercado, vai muito bem.

Já mais sério, para acompanhar um churrasco em dia de jogo, do mesmo produtor, o Cabernet Sauvignon, safra 05, é excelente. A venda na Mistral por US$57,50, safra 2003, e US$65,00, safra 2005. Vinho concentrado e complexo. Ainda mais sério, para alguns o melhor vinho da África do Sul, o Kanonkop Paul Sauer, safra 2005 a US$73,90 e 2006 a US$79,50, também na Mistral.

Outro produtor que experimentei e gostei muito é o Glen Carlou. O Glen Carlou Grand Classique 2005, um corte de várias uvas, é muito bom. Está a R$64,00 na importadora Grand Cru. E o Glen Carlou Syrah, safra 2006, está a R$81,00, na mesma importadora. Este é um vinho mais no estilo do Novo Mundo, concentrado, dosagem alcoólica de 14,5%, aroma de frutas negras, café e chocolate. Para quem gosta do estilo, é ótimo.

Vinho muito bem indicado e com ótimo preço é o Nederburg Private Bin Syrah. Nederburg é o vinho oficial da Copa, pois a casa é uma de suas patrocinadoras. Lá é vinho e não cerveja. O Nederburg Private Bin Syrah, safra 2007, está a R$38,00 na Casa Flora. Do mesmo produtor, o Cabernet Sauvignon também parece muito bom. O site da importadora não indica seu preço, mas deve estar na mesma faixa do Syrah. E o seu Pinotage ganhou a degustação da revista Gosto, especializada em gastronomia. O preço do Pinotage é R$40,65. Para quem no dia de jogo do Brasil vai matar de vez o trabalho e quer fazer um almoço mais caprichado, com, por exemplo, um belo pernil de cordeiro, esses vinhos são excelentes opções.

Nos tintos, ainda vale a pena lembrar um dos mais conhecidos vinhos da África do Sul, o Porcupine, do grande produtor Boekenhoutskloof. Na verdade é uma linha de vinhos, com várias uvas, como o Porcupine Merlot, o Porcupine Cabernet Sauvignon e o Porcupine Ridge Sirah. O último eu tomei e gostei muito. Todos a venda na Mistral por US$28,90.

Os brancos da África do Sul são igualmente bons. Sobretudo os mais simples, sem passagem pela madeira. Lá se dá bem uma uva branca francesa não muito conhecida, a Chenin Blanc. O do produtor Robertson Winery é bem indicado. Não o conheço, mas falam muito bem e o preço é ótimo. A safra 2009 está a US$15,90 na importadora Vinci. Como o preço é atraente, vou também experimentar o Sauvignon Blanc, do mesmo produtor, safra 2008, na mesma importadora a US$17,50. Os vinhos com a Sauvignon Blanc vão muito bem com um queijo de cabra fresco. Portanto, ótima pedida para ir bebericando e beliscando durante um jogo da Copa.

Podemos aproveitar ainda a oportunidade e tomar um bom vinho de sobremesa. Isso porque a África do Sul oferece uma das boas ofertas que temos em nosso mercado, por um preço para mortais. Vinho de sobremesa bom normalmente é caro. Mas o Nerdeburg Noble Late Harvest 2007 é muito bom. Já tomei, tem ótimo equilíbrio entre açúcar e acidez, muito importante nos vinhos de sobremesa. O preço de R$56,00, meia garrafa (para vinho de sobremesa não precisa mais), é realmente bom nessa espécie de vinho. A venda na Casa Flora.

Então pronto. Com o frio, vai ser mais fácil suportar toda a tortura da Copa do Mundo tomando esses vinhos do país anfitrião. E para torcer pelo time do Dunga, só meio de fogo. Portanto, saúde para todos e prá frente BRAASIILL!!!

Importadora Mistral: rua Rocha, 288, telefone (11)  3372-3400 ou site (WWW.mistral.com.br)

Importadora Grand Cru: site (WWW.grandcru.com.br)

  • rua Bela Cintra, 1.799, telefone (11) 3062-6388
  • Al. Nhambiquara, 614 – Moema – Tel: 3624-5819
  • Av. Independência, 1.640 – Jd. Sumaré – Tel: 3913-4396

Importadora Vinci: rua Dr. Siqueira Cardoso, 227, telefone (11) 2797-0000 ou site(WWW.vincivinhos.com.br)

Casa Flora Importadora: rua Santa Rosa, 207, telefone/fax (11) 2842-5199 ou site  WWW.casaflora.com.br)

Revista Gosto / Isabella Editora: telefone (11) 2361-1462

Final da 1ª rodada

junho 18, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

por Thais Marques

Teve de tudo nesta 1ª rodada: frango, goleada e zebra!

Pra mim, a equipe que jogou melhor foi a Alemanha, forte candidata! A Espanha realmente me decepcionou, estava esperando a fúria, mas no final eles ficaram furiosos.

A Argentina jogou como a boa e velha Argentina. Este ano estão mais guerreiros, podem dar trabalho também.

O pior gol, incontestavelmente, foi o “frango” da Inglaterra. O nome do goleiro define a forma que ele ficou após o gol — Green –, e o gol mais bonito … bom, esse eu ainda não vi, mas teve vários gols espíritas, um deles do próprio Brasil. Com esta bola (jabulani) tem que chutar, pois uma hora entra, mas acho que eles só perceberam isso no 2º tempo.

Falando no Brasil, o times jogou da forma Dunga de ser. No começo não arriscou e 2×0 estava de bom tamanho, mas não esperava tomar um gol quase no fim do jogo. O importante é que fizeram uma “boa” estréia, pelo menos ganharam e estão em 1º do grupo (bem discurso de Dunga). Vamos esperar que o 2º jogo seja melhor, que tenham mais desenvoltura e que o Luis Fabiano entre em campo, pelo menos para não atrapalhar, pois ele não conseguiu acertar nenhum passe, que dirá fazer um gol! Mas é isso ai, é o que temos para hoje!

E o Maradona, o que falar dele? Pelo que estou vendo ele será um personagem nesta copa. Antes do 2º jogo, já falou de meio mundo, e claro que não foi bem de ninguém e lógico que o Brasil não passaria em branco. Ele nunca vai esquecer do Pelé e toda oportunidade que tem dá uma alfinetada.

Bom, é isso ai. Não tivemos grandes surpresas nesta rodada, apenas a Espanha que perdeu para a Suíça, que também não refresca em nada a vida do Brasil!

Meu palpite para o próximo jogo é Brasil 3 x Costa do Marfim 1. E o de vocês?

Um Grande Beijo.

A Copa do Mundo das Vuvuzelas

junho 13, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

por Thais Marques

A Copa do Mundo começou, depois de 4 anos de preparação. Chegou a hora de mostrar para quê viemos. Mas infelizmente este pensamento está na cabeça de todas as seleções, até das que historicamente não têm chances de ganhar. Mesmo estas querem ser a “Zebra” da copa da África!

O Brasil está escalado. Os brasileiros, gostando ou não do time, ele está pronto! Não tivemos nenhum corte, os sete reservas continuaram na reserva e, para os fãs de jogadas bonitas, o Ganso não vem mesmo. Em contra partida, seleções importantes perderam suas estrelas por causa de contusão: Inglaterra perdeu 2, costa do Marfim 1, Portugal 1, entre outras. Os intactos grandes são Brasil e Espanha.

Teremos bons jogos e ótimos adversários. Já fiz todas as possibilidades de jogos do Brasil nas Oitavas, Quartas, Semi-Finais e Final… nenhuma é animadora… só teremos pedreira… enfim, “bola pro mato, que o jogo é de campeonato!” Bem-vindos à Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Agora as televisões vão parar de mostrar os animais da África, o campo de golfe que fica ao lado do Hotel da seleção, e sim os jogos dos melhores países do mundo!!! Se bem que confesso que gostei da história dos jogadores mostrada pelo Jornal Nacional e da atuação do Felipe Andreoli do CQC nas vésperas da copa, que propôs um bate-Jabulani, na segunda-feira, entre o repórter da Globo e da Band e também as entrevistas com os jornalistas de outros países.

Vamos torcer para que aconteça como em 2002. Um time desacreditado, sem suas estrelas, surpreendeu e ganhou o mundial.

Falando nisso, nos bastidores do futebol brasileiro, todos estão esperando para saber onde o Felipão irá se recolocar, se no Inter, no Palmeiras… Eu acredito que ele irá diretamente para a Seleção Brasileira após a copa; como não estamos falando da política e sim de futebol, o técnico não pode se reeleger, então poderemos ter o Felipão para a Copa de 2014 no Brasil, eu particularmente vou adorar!!!

Qual o palpite de vocês para esta Copa do Mundo?

Vamos começar pelo placar do jogo Brasil X Coréia do Norte. Eu acho que será 2×0 para o Brasil

Só nos resta torcer e é o que faremos!

Um Grande Beijo à todos!

Onde comer em Buenos Aires

junho 7, 2010 · Posted in Gastronomia · Comment 


por Ana Franco

Dizem que a prova de fogo para algo que comemos é sermos capazes de lembrar seu sabor tempos depois da degustação.

Tenho algumas memórias gustativas incríveis, como o biscoito que servia de base para os docinhos em forma de joaninha de um aniversário que minha mãe fez pra mim ou a sopa de tartaruga pescada pelo meu pai quando eu tinha uns 8 anos e nenhuma consciência ecológica.

Bem, os pratos que descrevo a seguir encaixam-se perfeitamente no critério inesquecíveis. Já faz algum tempinho que estive em Buenos Aires pra assistir o mega master blaster duKCT, show do Depeche Mode. E os sabores que provei por lá continuam povoando o palato da minha memória.

Sábado de manhã, friozinho leve, céu azul, rumamos para San Telmo onde fica o Café San Juan, dica da Alê Blanco do blog Comidinhas.

O ambiente é bem descontraído e o atendimento é ótimo. Tem um clima de bistrô mas a cozinha é de inspiração espanhola. Não tem cardápio. O garçom traz a lousa com as opções do dia até sua mesa.

Começamos com uma seleção de tapas pra acompanhar a Stella Artois de garrafa grande:
Patê de Coelho com Geléia de Cerejas: foi o meu preferido, textura macia, sabor marcante, geléia com doçura na medida e pão rústico crocante. (Foto: Renata Prazeres)
Patê de Salmon com Chutney de Tomates: o patê em si estava muito bom mas achei que não combinou com o chutney de tomates que estava doce demais e carregado na semente de coentro. (Foto: Renata Prazeres)

Terrine de Pato Confit com Figos, Pistaches e Rabanetes em Conserva: Divino. Uma combinação que não tem como dar errado. Repare no detalhe da crèpine envolvendo a terrine! Coisa bem feita, viu? (Foto Cris Gusmão)

Depois de muito beber e beliscar, escolhemos nossos pratos principais:

Eu escolhi um magret com laranjinhas kinkan, passas e uma espécie de rabanada salgada que absorvia todo o molho delicioso do pato, que por sinal estava perfeitamente rosado no seu interior, como deve ser.(Foto Renata Prazeres)
Carol, que pela primeira vez na vida comeu coelho (e não gosta de confessar, mas gostou) optou por um prato mais convecional. Pelo menos foi isso que me passou na cabeça antes que o salmão com legumes chegasse à mesa. Legumes grelhados e cozidos al dente, cobertos por um pesto de ervas, salpicado de pinoles e o peixe com sabor e texturas incríveis, quase um salmão selvagem. (Foto Renata Prazeres)
Rê e Cris escolheram o coelho com polenta. Era uma espécie de ragú com molho espesso e cheio de sabor. Sobre a polenta nem preciso falar, né? Tá na cara que tava mais que perfeita. (Foto Renata Prazeres)
O almoço foi tão lauto que não sobrou espaço pra sobremesa. Na próxima oportunidade, começo pelo final! Detalhe importante: custou menos de R$ 50 por cabeça!
Depois de um fim de tarde passeando pelas ótimas e famosas livrarias da cidade, banhão revigorante no Hotel Cuatro Reyes (ótima localização, preço excelente) e casa da Silvia pro esquenta do showzaço. Uma garrafa de Absolut Vanilla desceu feito água…
Domingão, levemente de ressaca, a primeira compra foi uma garrafa gigante de água mineral! Depois passeio pela ótima feira de San Telmo, sorvetes, cafés. Aproveite para tomar uma Duff e descobrir o porquê da preferência de Homer!

E rumo à Recoleta. Por lá, mais sorvetes, mais café e uma pizza muuuito boa no bar chamado…

Ok, o desenho parece mais o Biro Biro, mas vá lá, foi um argentino que desenhou, né? Depois hotel, arrumar malas com a sensação de que o tempo foi muito curto, já planejando um retorno breve.
Encerramos a curta estada com um jantar típico de Salta, região do norte do país. O restaurante La Carretería (Av. Brasil, 656 – San Telmo) é bem rústico e descontraído mas é uma pérola da comida regional e mais verdadeira dos hermanos. Como fomos num domingo à noite, tipo umas 22hs, a rua estava meio escura e vazia, o que pode assustar alguns turistas menos aventureiros.
Mas não se deixe impressionar, Buenos Aires é uma cidade super segura, principalmente se o seu modelo de comparação for o Rio ou São Paulo. Voltando ao restaurante: mesas e cadeiras de madeira, toalhas com motivos florais “caipiras”, algumas peças de artesanato típico, atendimento simpaticíssimo e iluminação amarelada e aconchegante.
Começamos com uma rodada de salteñas picantes e perfeitas. Massa fina, crocante e recheio suculento. Depois pedi um matambre com queijo. Olha, de comer rezando. Uma pena que aqui em Sampa não se encontra matambre com facilidade.
Como diria Tony Bourdain, filé mignon até cachorro sabe fazer. Quero ver fazer uma carne fibrosa como essa se transformar num prato tão saboroso, onde os nacos de carne desmancham na boca.
Pra finalizar, um potpourri de compotas caseiras com quesillo, uma espécie de requeijão do norte nosso, tudo coberto com mel silvestre e nozes.
A conta? R$ 15 por pessoa. Chega a ser rizível.
Você pode estar se perguntando “foi pra Buenos Aires e nem comeu carne?”. Pois é, gosto do diferente mesmo.
E aproveitando que o assunto é comida, nosso vizinho tem ótimas publicações sobre gastronomia. Fiquei especialmente encantada com a Joy. Dá uma olhadinha lá no site e quando for pra BsAs, traz uma pra mim!

(*) “Onde comer em Buenos Aires” foi originalmente publicado no blog “Cozinha de Idéias”. Crédito das Fotos: Renata Prazeres e Cris Gusmão.