Legalizar ou não as drogas?

maio 30, 2010 · Posted in Mundo · Comment 

por Beto Lyra

O tema legalizar ou não as drogas realmente é controverso. Há inúmeras teorias, opiniões e desejos envolvendo essa questão. Há também interesses que se agregam em torno de correntes educacionais, direitos do cidadão et cetera. O que fazer com as drogas?

Comecemos por informações aceitas como verdadeiras:

  • o consumo de drogas tem subido;
  • o número de usuários também;
  • o volume de dinheiro envolvido tem crescido;
  • as mortes pelo uso de droga também;
  • a violência nas ruas tem aumentado;
  • os confrontos entre polícia e traficantes também.

Como bom assunto polêmico que é, não há uma certeza ou verdade única sobre ele. Todos ouvimos quase sempre a mesma coisa como identificação desse problema e também sobre o que deve ser feito para evitar o desastre que se anuncia para a próxima geração. Mas outro dia ouvi opinião diferente: “droga deve ser uma questão de saúde pública e não de polícia. Assim, deve-se legalizá-la  porque o numero de mortes cairá”. E a justificativa é que com a legalização, embora devam aumentar as mortes pelo maior e livre consumo de drogas, acabam as mortes nos confrontos polícia vs traficantes e nas guerras entre quadrilhas. Pelo raciocínio, os usuários de drogas não mais seriam perseguidos pela Lei, mas sim atendidos pelas agências de saúde, encarregadas de tratar e apoiar tais pessoas.

Adicionalmente, li ontem na Folha de S. Paulo, que nem todo usuário de droga é viciado e que, portanto, é capaz de determinar quando e quanto quer consumir, controlando os efeitos da droga. Não seria, portanto, considerado viciado.

Dessa maneira, a quantidade de pessoas a ser cuidada por órgãos de saúde do governo não seria tão grande e seria possível atendê-las com recurso e atenção adequadas. Então parece que ficaria fácil resolver. Mas quem terá coragem de implantar isso? E se não for tão simples assim? O que fariam os fabricantes e traficantes de drogas? Reagiriam à eminente queda de um império econômico?

Alguém, como perguntaria Garrincha, vai combinar algo com eles antes dessa alteração?

Cérebros aprendendo a pensar

maio 24, 2010 · Posted in Educação · Comment 

por Lélia Lyra

Como a capacidade de inovar vem de gente, o ser humano tornou-se estratégico na economia contemporânea, assim como a educação. O bioquímico Leopoldo de Meis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já via com clareza esse cenário quando, ao olhar para as favelas cariocas, lamentou: “Quantos cérebros desperdiçados…”.  A observação deu origem ao programa Rede Nacional de Educação e Ciência: Novos Talentos da Rede Pública, idealizado pelo cientista em 1985 e hoje envolvendo 23 universidades públicas na tarefa de melhorar o ensino de ciências nos ciclos fundamental e médio da escola pública.

Com apoio financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desde 2005, as universidades participantes do programa recebem professores e estudantes para cursos de curta duração no período de férias escolares. Os primeiros aprendem jeitos simples e criativos de abordar a ciência na sala de aula. Os alunos exercitam o pensamento científico em experimentos com temas do cotidiano. Alguns professores e alunos são selecionados para estágios em laboratórios, acompanhando de perto a produção científica.

Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, ciência na cozinha é um dos temas trabalhados com os jovens estudantes. Um grupo chegou a construir uma pipoca artificial para investigar hipóteses sobre o estouro do milho. Ali, perguntar nunca ofende. O questionamento é poderoso, aprendem os alunos. A coordenadora do projeto, a bioquímica Leda Quercia Vieira, costuma receber bilhetinhos como este pelo e-mail: “… Queria te contar que passei na UFOP em Ciências Biológicas. Estou feliz e ansiosa para as aulas começarem. Agradeço muitíssimo por estagiar no seu laboratório. Foi a melhor oportunidade que já tive” (Anny Carolline Oliveira).

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o projeto é desenvolvido na área de ciências farmacêuticas. Os alunos contam suas experiências com esse universo: “Minha avó diz que canela é bom para a saúde” ou “Minha mãe usa chá de boldo para dor de barriga”. E todos mergulham em explorações criativas. Num dos últimos cursos para professores, o tema era reprodução humana. Um ovo de galinha foi o recurso pedagógico, fácil de reproduzir em suas salas de aula.

Além dos cursos, e de acordo com a realidade de cada universidade, há produção de material didático diferenciado, peças de teatro, exposições, clube de ciências, competições e atividades itinerantes. Até 2007, 7830 alunos e 3073 professores participaram dos cursos e 346 alunos e 104 professores estagiaram em laboratórios. Em 2009, a previsão era atender mais de mil alunos e cerca de 500 professores, dados que serão atualizados na próxima reunião de avaliação do programa, no fim de maio em Recife (PE).

Para o coordenador da Rede, professor João Batista Calixto, da UFSC, “o programa está conseguindo divulgar uma maneira diferente de ensinar ciências, capaz de fazer um estudante da favela virar doutor”. Espera-se que consiga contribuir também para mudar a posição brasileira no PISA, avaliação internacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na última com dados divulgados, de 2006, 34,1% dos competidores brasileiros ficaram na posição mínima na área de ciências e 27,8% nem a alcançaram.

(*) “Cérebros aprendendo a pensar” foi originalmente publicado no jornal Brasil Econômico de 08/05/2010.

Candidatos: com rugas e passado, por favor!

maio 17, 2010 · Posted in Artes, Política · Comment 

por Paulo Gil

Se você é, como eu, absolutamente cético em relação à veracidade de uma foto, ganhou mais um argumento de peso. A nova versão do photoshop. Algo impressionante!

Tudo  ficou mais divertido. Podemos estar sem ter estado. Quando se quer tirar alguém ou algo de uma imagem, basta selecionar o elemento indesejável e o programa aciona seus algoritmos a olhar para um lado e para o outro a fim de ver o que existe por ali. Pronto! Ele calcula como este entorno ocuparia o lugar selecionado e  a realidade muda com uma velocidade fantástica.

Gostava mais do tempo em que dava trabalho. Mesmo o laboratório sendo digital. As alterações impunham respeito. Agora, mudamos o que ficará para a história tão rapidamente como um texto do twitter.

Pessoalmente adoro tudo isso. O que se vê “através” da fotografia não existe. Existe o que vemos, ou supomos ver naquele pedaço de papel ou monitor. Algumas imagens são resultado da ação direta da luz. Única e exclusivamente. Outras, parecem que sim mas não o são. São resultado de trucagens. Quando tudo fica claro, sem problemas.

A questão torna-se discutível quando este tipo de manipulação (entendendo aqui manipular como a atitude de se adulterar a imagem original com supressão ou acréscimo de elementos) é feita e não se diz. Principalmente  em imagens ditas jornalísticas.

Imagens jornalísticas manipuladas passam para o campo genericamente conhecido como arte. Há um trabalho belíssimo de um fotografo que registrou lugares maravilhosos em rincões do planeta de difícil acesso e, portanto, comprovação. São paisagens deslumbrantes que…. não existem.

Quando pensamos em publicidade creio ser um recurso absolutamente aceitável. Publicidade lida com o imaginário… É fantasia. Isso não quer dizer que se pode mentir. Enganar no que diz respeito aos benefícios e qualidades de um determinado produto.

Mas dá para fazer um carro virar um robô, ou  transformar os faróis de outro em olhos que se apaixonam por um determinado combustível. Alem disso, a trucagem ou o uso da imagem digital agiliza, e muito, o trabalho dos publicitários. Não ache que isto não era feito nos tempos do negativo. Era, e dava um trabalho louco!

Sinto ser redundante nesta questão da imagem criada e nem sempre apresentada como tal.  Mas, como ainda se crê – ou queremos crer – que a fotografia só pode mostrar aquilo que de fato ela viu, patinamos no limo da percepção de que muitas vezes não é bem assim. Uma sensação, em alguns casos,  de desapontamento, decepção, sei lá!

Com o início da propaganda eleitoral mecanismos de manipulação serão utilizados sem nenhum constrangimento. Todos serão bonitos. Que garantia teremos que pessoas nas fotos não serão suprimidas ou então acrescentadas ? Ruas limpas,  funcionários com seus uniformes passados e limpos digitalmente etc. e tal. Candidatos fazendo seus discursos em lugares onde não estiveram.

Se sempre se fez isso com cortes nas imagens, por que não com tanta sofisticação ao alcance da mão?

Fotografias prontas dos candidatos majoritários com fundo liso prontas a receber o aliado. Ou recém aliado. A história vai para o passado, ou para o lixo.  Tem sido assim desde sempre. Quantos escreveram e registraram em cartório que ficariam em seus cargos até o último dia e que não o fizeram? Por que não mentir na foto também?

Dos candidatos minoritários, tomara que tentativas como o “ficha limpa” melhorem um pouco tudo isso nos aliviando do show de bizarrices fotográficas que,sem dúvida, mais uma vez enfrentaremos neste ano .

E que os candidatos tenham rugas e passado.

Crise mundial e o barco da história

maio 11, 2010 · Posted in Economia · Comment 

por Geraldo Vidigal

O mundo flutua, sem bóias guarda-vidas, em um mar de crises sistêmicas. A crise foi prenunciada em 1992, quando do lançamento do Euro como moeda circulante. Daí em diante não haveria apenas uma única moeda de conta e comércio mundial, mas duas.

A moeda nova, que nascia com importante mercado cativo do então Mercado Comum Europeu, futura União Européia, retiraria crescentemente poder aquisitivo da moeda tradicional.

Iniciava-se o refluxo de papel moeda norte-americano para o interior dos EUA – que inundou o mundo após a Guerra – crescentemente apropriando ao Euro poder aquisitivo, caindo o Dólar.

Em maio de 1995, os EUA lançaram o Novo Dólar, com as faces dos Fouding Fathers maiores. Caso único no planeta, ambas as moedas – a velha e a nova – tinham e têm curso legal: os EUA precisavam, e ainda precisam, ‘mapear” quanto papel moeda há no mundo. Pois impactaria diretamente em seu M1, com potencial inflacionário incomensurável.

Até os anos 90 podia-se ingressar nos EUA com quanto Dólar se desejasse. Hoje é crime deixar de declarar a própria moeda deles, ao interná-la.

O Euro foi lançado como papel moeda a 1 para 1 Dólar. Em curto prazo perdeu aproximadamente 10%, e, a partir daí, agregou a si valor nos mercados mundiais.

As contas do comércio mundial eram efetuadas em Dólar, a única moeda de reserva. Com o Euro passando a competir nesses dois aspectos, crises eram inevitáveis. Daí o mundo vem em sucessão de crises, com maior ou menor impacto sobre o Brasil. Crises cambiais sucessivas, apelidadas pela mídia: crise do México (1995), crise asiática (1997/98), crise russa (1998-99), crise argentina (2001), e a brasileira de 2002.

Durante o período FHC o Brasil passou por diversos momentos de forte crescimento econômico, abortados pelas crises e pelos limites de infra-estrutura frágil, com destaque para o apagão de 2001. Em 2002, governo FHC, o FMI acordou emprestar ao Brasil 30 bilhões de Dólares, pondo fim à crise cambial. Acordo sucessivamente renovado no governo Lula, até 2005.

Na verdade, trata-se de UMA ÚNICA E LONGA CRISE CAMBIAL.

A partir de 2002 houve um período de bonança cambial. Nesse período o Brasil:

  • teve magnos superávits comerciais, decorrentes de forte valorização de preços das commodities, e buscou diversificar a pauta de exportações;
  • compôs expressiva carteira de reservas em dólar, hoje na casa do 245 bilhões;
  • quitou a dívida com o FMI, e de seu devedor tornou-se credor em 10 bilhões de dólares.

A sucessão de tempestades cambiais se exacerba, retomada com extrema violência com a crise sistêmica deflagrada a partir dos EUA em 2008. A qual não acabou. A política interna afirma que “O Brasil saiu da crise”. Mas a crise está aí.

Sintoma, por exemplo, são os incríveis aumentos de preço dos ativos reais no mercado interno – o mercado está intuindo algo gravíssimo, subterrâneo, não explicitado – e reage convertendo ativos financeiros em ativos reais. O que está havendo, na verdade?

E a crise se aprofunda: a crise da Grécia e as de bombas-relógio armadas na Espanha, Irlanda, Itália e Portugal, não são crises locais: são européias. E planetárias.

De 1970 a 1980 o Brasil cresceu 4,8% acima do crescimento mundial.

De 1981 a 2005 o Brasil cresceu 1,5% abaixo do crescimento mundial.

Em 1974, pela primeira vez, a exportação de manufaturados superou a de produtos agrícolas na balança comercial brasileira.

Em 2009, pela primeira vez em 34 anos, a exportação de commodities agrícolas superou a de manufaturados.

Destaque-se que, na exportação de commodities, a decisão sobre quantidade e preço é sempre do importador. O que torna vulneráveis países cuja balança encontre-se ancorada nesses produtos.

Por outro lado, em 2008/9 nossas exportações para os EUA, Argentina, Holanda e Alemanha caíram fortemente, enquanto as para a China tiveram importante aumento.

Em 1990 o valor de produtos exportado pela China era o dobro dos exportados pelo Brasil. Em 2005 a China já exportava, em valor dolarizado, perto de 7 vezes o que exportamos.

Em 1990 o valor exportado pela Índia era perto de 52% do exportado por nós. Em 2005 o valor exportado pela Índia já era 80% do nosso.

Em 1990 a China exportava 72% de manufaturados. Em 2005, 92%.

Em 1990 a Índia exportava 70% de manufaturados. Em 2005, também 70%.

Em 1990 o Brasil exportava 54% de manufaturados. Em 2005, 56%.

O crescimento dos valores exportados por China e Índia são valor agregado industrial. Seus superávits comerciais são de natureza industrial. Aqui, hoje são os produtos agrícolas os responsáveis por nossos superávits comerciais.


Se de um lado nossa agricultura aperfeiçoou-se e investiu em agro e bio tecnologias, de outro, isso parece apontar para que o Brasil estaria regredindo em competitividade industrial, e em caminho de redução de base industrial e baixo desenvolvimento tecnológico. Há ilhas de excelência tecnológica. Mas poucas.


Há evidente perda de competitividade industrial brasileira, a qual somada à sobrevalorização do Real frente a Dólar e Euro, nos lança para trás.

Ao mesmo tempo, as reservas financeiras em Dólar da Índia são 20% superiores às nossas, e as da China são mais de 9 vezes maiores.

Somado a isso, ambos os países mantêm sua moeda sob controle, impedindo sua sobrevalorização.

A China parece subvalorizar sua moeda, ampliando competitividade nos mercados mundiais.

Estudo de 2009 da FGV Projetos e Ernst & Young projeta que até 2030 o Brasil perderá participação nas exportações mundiais, especialmente no setor de manufaturados, as quais crescerão à média de 1,8% a.a. Já as importações mundiais crescerão 3,7% a.a.


Para alterar prospectivamente esse panorama, o Brasil poderia:

  • aproveitar a crise mundial (EUA, e  agora, UE) para incentivar importações equipamentos de última geração essenciais à modernização do parque industrial, uma vez que, como nossa moeda sobrevalorizada, tais equipamentos estão baratos.
  • dar temporariamente isenção de impostos para parques industriais de alta tecnologia.
  • permitir, internamente, deduzir do IR valores pagos por brasileiros em produtos de alta tecnologia produzidos com mais de certo percentual de produto nacional embutido.
  • permitir que as exportadoras mantenham seus recursos em moeda estrangeira no exterior, comunicando ao Bacen os volumes dia a dia, evitando valorização do Real na internação.

Ou perder o barco da história, se a revoada de capitais estrangeiros vier súbito.

Meninos da vila ou meninos canarinho?

maio 10, 2010 · Posted in Esporte · Comment 

por Thais Marques

Thais é publicitária e amante de futebol, esporte que aprendeu a gostar logo cedo com seu avô. Pode-se questionar seu gosto clubístico ou mesmo suas opiniões apaixonadas, mas fica difícil segurar uma discussão com alguém que entende e gosta tanto de futebol.

A partir de agora, Thais vai escrever no Fio Do Bigode, sobre o esporte que nós brasileiros respiramos o tempo inteiro, com a personalidade e o conhecimento que muito marmanjo gostaria de ter.

Como é ano de Copa do Mundo, começa pela convocação da seleção brasileira prevista para esta semana.

O Mestre João Saldanha diria que a menina é “fera”! Eu digo: aproveitem a oportunidade!

Beto Lyra


Os Meninos da Vila querem se tornar os Meninos Canarinho, será que é isso possível?

Todos ficam se perguntando se o Dunga vai convocar alguém. Como todo brasileiro é meio médico e meio técnico, o Neymar já está na seleção. Até outdoor já colocaram para o Dunga enxergar os meninos.

Estamos passando mais uma vez pelo “leva o Romário”, substituído agora por “leva o Neymar”. Será que tem comparação?

É preciso lembrar que não dá para construir um time da noite para o dia. Ainda mais em se tratando de um técnico da escola gaúcha, onde o que importa é o resultado, mesmo que seja de 1×0. Afinal, são 3 pontos e o que ganha jogo e campeonato é a diferença de 1 gol e não o drible.

Numa copa do mundo, onde depois da 1ª fase é mata-mata, será mesmo que o Neymar comeu arroz-feijão suficiente para sentir o peso da Canarinho?

Ok, ok, aí vem alguém e diz que o Ronaldinho Fenômeno foi novo para a seleção e eu volto a perguntar: dá pra comparar? E eu não estou dizendo só de jogar bola não, estou falando de temperamento em campo. Se o Neimar fizer dancinhas e firulas num jogo contra os argentinos, será que ele sai vivo? Acho que não…

Vamos pensar no Dunga. Preparou por quatro anos uma seleção e conseguiu os resultados. Independentemente de gostarmos ou não dos jogos, o fato é que ele conseguiu. A escola dele é boa. Mas, da mesma forma que o Felipão não acatou 190 milhões de pessoas pedindo o Romário, que o Mano Menezes não acata o clamor da torcida pela escalação do Ronaldo, Dunga também não dá muita bola para a torcida. Coisa de sulista. Até o Muricy aprendeu essa forma de comandar quando era técnico no sul.  A frase dos quatro é mais ou menos a mesma: “não precisa jogar bonito, o importante é ganhar, nem que seja de meio a zero”.

Então eu volto a perguntar: será que o Neymar será convocado? Acho que não, ele ainda tem que amadurecer bastante para chegar numa seleção e fazer bonito.

Não, não sou gaúcha, sou uma paulistana, amante do futebol.